Maré

Durante a vazante da maré, a água vai deixando seus rastros na praia. A medida que o mar recua, pouco a pouco, é como se a areia fosse se desmanchando, escorrendo junto com a água. Deixando para trás pequenos desenhos, configurações únicas, apesar de similares.

 

O trabalho é permeado pelo efêmero e pela ideia de que tudo se faz e se refaz a cada dia. Ana pode registrar essas esculturas de areia a partir de um exercício cotidiano de observação desse fenômeno. A obra é uma tentativa de guardar esses eventos que não se repetem, apesar das marés se encherem e esvaziarem num ciclo constante.

Ana Sant'Anna